Club de
Ribeirão Preto-Oeste

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A hepatite não é apenas uma epidemia, é uma violação de direitos humanos!

– “Quando decidi dedicar minha vida a ajudar aqueles que precisavam e a mudar a situação da hepatite no mundo, eu não estava apenas fazendo isso porque havia sido poupado, embora já com cirrose e à beira de ter as severidades de a doença sem sentir um único sintoma. O que realmente me motivou a combater essa causa e me tornar um líder foi a injustiça por trás disso” – explica Humberto. – “A hepatite é uma doença sui generis. É uma doença que mata lentamente, que pode levar décadas para consumir o fígado da pessoa – é por isso que é conhecida como uma assassina silenciosa. Enquanto algumas pessoas argumentam que existem outras doenças silenciosas, como diabetes, pressão alta e até algumas formas de câncer, essas doenças não são fáceis de descobrir. Elas continuam aparecendo aqui e ali, todos os dias, o que torna o combate quase impossível para as autoridades de saúde. Mas este não é o caso da hepatite. Este último já está lá, presente em um grupo, em uma porcentagem da população, que o carrega há muito tempo. E tudo o que um governo precisa fazer é fornecer uma triagem para a população e descobrir quem está doente. Isso pode ser feito com testes rápidos de picada no dedo, nas ruas, se você quiser, ao custo de centavos por teste. E quem é diagnosticado, como eu, recebe a chance de lutar por sua vida, pois há tratamento para os dois vírus. As autoridades de saúde de todo o mundo sabiam que o problema estava lá, ou melhor, que ele está lá. Mas está em silêncio. Então .., por que ir lá e descobrir problemas dentro de sua gestão? Deixe-os lá, eles não estão fazendo barulho. Já existem problemas suficientes, barulhentos, aos quais esse governo deve comparecer. Sempre que alguém surgir com um sintoma, a necessidade de um transplante ou um óbito, isso pode muito bem ocorrer durante o próximo mandato – uma questão para os próximos governadores. “Essa postura simplesmente fez com que centenas de milhões de pessoas em todos os países do mundo se limitassem ao que podem ser suas sentenças de morte, sem nunca ter a chance de se defender e lutar por sua sobrevivência. Hoje o mundo é tomado por um fardo de pacientes com hepatite B e C que ainda não têm a menor ideia de sua contaminação e o risco fatal que estão enfrentando. Estima-se que cerca de 400 milhões tenham a doença. Mas apenas 5% a 10% dos infectados são diagnosticados.” “Justificar que a falta de ação é algo que pode ser feito por vários argumentos, continua Silva, mas temos situações em que vemos o extremo – é quando nós, com nossas equipes de Hepatite Zero, tentamos entrar em um país e com a ajuda de nossos voluntários do Rotary realizam testes entre a população e as autoridades locais negam veementemente essa abordagem. Alguns até foram brutais e ameaçadores, declarando que éramos “proibidos de executar essa ação humanitária”, usando argumentos como o de que lhes causaríamos problemas, pois eles não têm estrutura disponível para tratar os doentes, etc. Obviamente que nosso contra-argumento nesses casos é que também forneceríamos os medicamentos, etc., se necessário, afinal, Rotary Clubs são reuniões de filantropos que estão lá para fazer o bem à comunidade. Mas, mesmo assim, alguns países ainda não mudam de posição. Um deles chegou a decidir mudar de ideia depois de solicitar uma doação de nossos kits de teste. Como o material já havia sido enviado, eles mudaram de ideia e confiscaram os milhares de testes que nós doamos.” – “Como um líder de milhões de pessoas de um país pode adotar essa postura, simplesmente pela conveniência de não criar novos problemas para o departamento de saúde deles?! Saber que milhões vão morrer e fechar os olhos para isso … Isso é revoltante!” Graças a Deus, esses casos estavam longe de ser a maioria durante nossa campanha – como muitos participantes pensaram que seria. E a maioria dos mais de 50 países com os quais abordamos nossa ajuda humanitária aceitou nossa campanha e permitiu diagnosticar os infectados. Ficamos felizes por mais de 1 milhão de apresentações simultâneas em cerca de 50 países. E cerca de 7.000 pessoas foram diagnosticadas. Podemos dizer que aqueles tiveram suas vidas salvas. Pois eles procurarão tratamento, agora têm seu próprio eu para lutar por suas vidas.” Fonte: www.hepatitiszeroweek.com/pt-br/  

Postado em 23 de Julho de 2020 por Rotary Club de Ribeirão Preto-Oeste

Ação Corona Zero no Sanatório Vicente de Paulo

O Sanatório Espírita Vicente de Paulo, em Ribeirão Preto, foi a entidade indicada pelo Rotary Club de Ribeirão Preto-Oeste para receber os kits de testes de detecção de covid-19, do programa Corona Zero, e realizar os exames em pacientes e funcionários. Para a coleta das amostras, realizada no dia 18 de junho, o clube contou com a parceria da BioNucelar, laboratório dirigido pelo rotariano Rafael Alves Ferreira, associado ao clube. Neste dia, também estiveram presentes o presidente do clube Junior e os associados Benedito Batista Filho, Ademozar de Carvalho e Marcel Rocha. Em seguida a coleta, foram encaminhados os materiais para a análise do Laboratório Fleury de Campinas. Dos 84 exames feitos no Sanatório, constou um teste positivo para coronavírus, identificado em um paciente. Após o resultado, a instituição tomou todas as providências, seguindo as determinações das autoridades da Saúde.

Postado em 16 de Julho de 2020 por Rotary Club de Ribeirão Preto-Oeste

Calendário rotário

“Não há inteligência onde não há mudança nem necessidade de mudança.” – H. G. Wells Historicamente, desde meados de 1950, o Conselho Administrativo progressivamente designa um determinado tema para cada mês do ano com o propósito de criar um calendário rotário que permite dar destaque e comemorar os programas e as atividades de nossa organização. O primeiro mês a ser oficialmente celebrado como tal foi novembro, planejado para enfatizar o excelente trabalho da Fundação Rotária. Logo surgiram o Mês do Desenvolvimento do Quadro Associativo e Expansão, Mês dos Serviços Profissionais, Mês da Revista Rotária e Mês da Família Rotária, entre outros, com o propósito de estimular projetos especialmente relacionados a cada tema. Em outubro de 2014, o Conselho achou adequado reorganizar o calendário rotário e, portanto, aprovou uma mudança fundamental nas determinações, com finalidade de proporcionar aos clubes e distritos um novo cronograma, de acordo com as áreas de enfoque que são prioridades da organização. A partir do próximo ano rotário, o que será observado em cada mês é o seguinte: Agosto – Expansão e Quadro Associativo/Desenvolvimento de novos lubes; Setembro – Área de Enfoque Educação Básica e Alfabetização; Outubro – Área de Enfoque Desenvolvimento Econômico e Comunitário; Novembro – Fundação Rotária; Dezembro – Área de Enfoque Prevenção e Tratamento de Doenças; Janeiro – Serviços Profissionais; Fevereiro – Área de Enfoque Paz e Prevenção/Resolução de Conflitos; Março – Área de Enfoque Recursos Hídricos e Saneamento; Abril – Área de Enfoque Saúde Materno-Infantil; Maio – Novas Gerações/Serviços à Juventude; Junho – Grupos de Companheirismo do Rotary. Esperamos que esse novo cronograma seja tão bem-sucedido quanto o anterior e que nos estimule a realizar projetos que permitam divulgar as atividades do Rotary entre os rotarianos e o público em geral. Faça o Rotary brilhar aumentando o serviço humanitário nas áreas de enfoque, que são as que refletem as necessidades humanitárias mais críticas de nossa gente, colaborando com a formação e capacitação dos jovens, garantindo a saúde das pessoas, favorecendo o desenvolvimento comunitário e promovendo a paz. Façamos nossa própria vida brilhar assegurando as prioridades de nossa organização e aumentando nosso propósito altruísta de servir aos outros. *Por Celia Giay, diretora 2013-15 e vice-presidente 2014-15 do Rotary International.

Postado em 16 de Julho de 2020 por Rotary Club de Ribeirão Preto-Oeste

Wakanda Rotária: Jovens negros mostram sua força e sua voz no Rotaract

Enquanto o movimento pela valorização das vidas negras ganhava as ruas no Brasil e no mundo nos últimos meses, um grupo de associados do Rotaract, clube de Rotary voltado ao público jovem, se formava para mostrar a representatividade da população negra dentro do mundo rotário. Filipe Bento, Natália Lopes e Daniel Cerverizzo são de clubes e cidades diferentes, mas se uniram por meio do Twitter para criar um espaço em que os jovens negros do Rotaract pudessem ter apoio mútuo e visibilidade. “Existem diversos grupos (dentro do Rotaract): para vôlei, para direito, xadrez, lgbtqi+. Ou seja, existem diversos grupos, mas por que não um grupo para pessoas negras?”, questionava Natália. Com o mesmo sentimento e necessidades semelhantes, ela, Filipe e Daniel criaram em maio deste ano o Wakanda Rotária. Para quem não sabe, Wakanda refere-se a um país fictício do universo de heróis da Marvel, localizado na África subsaariana. Nação do herói Pantera Negra, Wakanda é o país mais avançado do mundo, social e tecnologicamente. Assim, a referência ao país fictício é carregada de simbolismo para os criadores do grupo do Rotaract. “Tem um termo que a gente usa que chama ‘afrofuturismo’, que é a ideia de se pensar o futuro com um recorte racial. E sempre que a gente fala sobre futuro, a gente tem que pensar em um futuro onde as questões raciais são deixadas de lado, não por negligência, mas porque elas não são mais necessárias. E o filme trouxe essa perspectiva para a gente do ponto de vista estético, onde a gente pode assistir uma obra e ver um futuro onde as questões raciais são ultrapassadas, são superadas”, explica Filipe. Se você não é negro e acha que essa questão de representatividade não é relevante, é melhor olhar os números e pensar de novo. O Brasil é majoritariamente uma nação formada por negros e pardos (56,10% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), mas eles são minorias em grupos considerados de elite como o Rotary e o Rotaract. No Rotaract, por exemplo, de um total de 8.366 associados brasileiros, apenas 657 se declaram como negros, ou seja, menos de 8% de seus membros. E esse fato faz uma grande diferença para as pessoas negras que já integram os clubes. “No ano passado, no último encontro paulista de Rotaracts, eu lembro que em alguma parte do evento, estavam eu e a Natália e eu falei para ela olhar ao redor e ver quantas pessoas afrodescendentes havia ali. E dava para contar nos dedos”, relembra Daniel. “Em um evento que abrange São Paulo e Rio de Janeiro, dar para você contar nos dedos de uma mão o número de afrodescendentes mostra que tem alguma coisa errada. A partir daquele momento, eu vi que a gente tinha que mudar esse cenário”, explica. Em época de pandemia, e com seus mais de 120 participantes espalhados em diferentes estados brasileiros, o Wakanda Rotária tem realizado seus eventos pela internet. Já foram dois debates, um com o tema “Movimento negro no Brasil: A História” e o outro com o tema “A cronologia das leis brasileiras e seu papel no curso da população negra no Brasil”. Os temas dos debates foram escolhidos por pesquisa de interesse feita entre os próprios membros do grupo. As “lives” têm atraído uma audiência formada por negros e brancos interessados em conhecer uma parte da história do Brasil que fica um tanto escondida no ensino tradicional de nossas escolas. “Tem muita coisa que não se aprende na escola ou que a família não ensina. São coisas que a gente tem que ir e correr atrás daquele ensinamento. Então, a gente sentiu que tinha essa necessidade”, destaca Natália. Além de passar um outro lado da história brasileira, os debates promovidos pelo grupo também visam a ajudar a população negra a entender e a ter maior apoio em situações que, infelizmente, são recorrentes em seu cotidiano. “Como eu vou saber se é racismo, se eu não tenho conhecimento sobre racismo? Como vou saber se é injúria, se eu não tenho conhecimento sobre injúria?, pergunta Natália. “Então, estamos trazendo esse conhecimento desde o início por meio das ‘lives’”. O grupo tem servido como importante base de apoio para seus membros, que agora buscam ajuda uns nos outros quando se veem em alguma situação incômoda gerada pela discriminação. “Depois da criação do grupo, eu me sinto mais seguro em abrir questões com os participantes. Perguntar se as pessoas já passaram por uma situação (semelhante)”, diz Daniel. Para ele, o Wakanda Rotária também deu maior visibilidade aos negros dentro do Rotaract. “Em relação aos outros rotaractianos, eles estão nos enxergando mais. Não somos mais pontinhos pretos soltos, agora, é um amontoado, a gente se uniu”, afirma. Sobre o movimento popular para a valorização das vidas negras, que deu o impulso para a criação grupo, os três acreditam que foi um importante momento de visibilidade midiática para a causa, mas que há questões muito mais profundas a serem atacadas. “Acho que essas ondas têm importância significativa, sim. Elas fazem a gente refletir. Principalmente quem não conseguia enxergar esses problemas na sociedade. Mas, de onde surge tudo isso, a gente não está nem perto de chegar nessas discussões ainda”, avalia Filipe. “Aqui no Brasil, a gente ainda não superou a escravidão. Aqui, a maior parte da nossa população mais pobre é também negra, e não é por acaso. Então, o Brasil tem o desafio gigantesco de se enxergar como nação que foi construída em cima de povos que foram escravizados. Assim como a Alemanha tem vergonha hoje do que foi o nazismo, a gente tem que ter essa vergonha do que foi o movimento escravagista aqui no Brasil, que é uma coisa que a gente está longe ainda de conseguir”, aponta. “Então, acho que essas pautas são importantes, elas trazem uma discussão pontual que é muito relevante, a gente reconhece o valor da discussão, mas, para a gente, está longe ainda, a gente não cria nem uma esperança de que vai mudar muita coisa, porque a realidade é um pouco mais cruel”, diz. Daniel concorda com a colocação do colega. “O Filipe usou um exemplo que é muito bom, a Alemanha. Lá, existem museus, existem monumentos históricos que estão lá para eles sempre lembrarem do que aconteceu. E o Brasil é totalmente o oposto disso, o Brasil tenta esconder, a gente não fala, parece que é um tabu. Existe um silêncio quando a gente fala nisso (a escravidão e suas consequências)”. Dentro do Rotaract, eles acreditam que é possível fazer um trabalho para atrair novos associados negros e fazer com que os mesmos se sintam acolhidos dentro dos clubes. “Acho que o primeiro passo é quebrar aquela imagem de que a família rotária é só para ricos, porque não é. Temos que fazer eventos mais acessíveis, mostrar que a família rotária abraça todo mundo. Nosso trabalho está aí para quebrar essa imagem”, opina Daniel. “Eu acho que nós fazemos a nossa própria representatividade, permanecendo firmes e fortes nos nossos clubes para que as pessoas de fora vejam que existem pessoas negras dentro da família rotária, existem pessoas que têm voz. Eu acredito que esse é um dos primeiros passos, a nossa visibilidade, a nossa própria permanência para que as pessoas de fora vejam que não é só branco, só rico e assim por diante”, conclui Natália.   Daniel Cerverizzo é associado do Rotaract Club de São José do Rio Preto – Inspiração Filipe Bento é associado do Rotaract Club de Ouro Preto Natália Lopes é associada do Rotaract Club de Adamantina Quem quiser entrar em contato com o grupo pode seguir sua conta no Instagram @wakandarotaria. Usando a hashtag #wakandarotaria no Twitter, você encontra as postagens já feitas sobre os debates do grupo.

Postado em 15 de Julho de 2020

A ascensão do Rotaract

A evolução contínua do Rotaract vem redefinindo seu lugar no Rotary. ‘Estamos vivendo uma nova era’, afirma um entusiasmado rotaractiano “É mesmo emocionante”, diz Ignacio González, associado ao Rotaract Club de Oriente de Talca, no Chile. Até pouco tempo atrás, os rotaractianos eram considerados participantes de um programa do Rotary. “Agora”, continua ele, que serve na Força-Tarefa para Elevar o Rotaract, “somos totalmente parte da organização. Estamos mesmo vivendo uma nova era.” A elevação do status do Rotaract foi aprovada pelo Conselho de Legislação do Rotary em 2019 como parte do esforço contínuo para tornar a organização mais atraente e acolhedora para jovens profissionais.“Ficamos pedindo aos rotarianos que encontrem uma maneira de trazer os jovens para o Rotary, quando, na verdade, esses jovens já estão entre nós e parece que nos esquecemos disso”, observa o presidente 2018-19 do Rotary International, Barry Rassin. Foi ele quem propôs formalmente que a definição de associação ao Rotary fosse expandida para igualmente incluir o Rotaract. Depois que o Conselho de Legislação aprovou a revisão dos Estatutos e do Regimento Interno do Rotary International paraincluir o Rotaract como um tipo de associação, a Força-Tarefa para Elevar o Rotaract – formada por rotaractianos e rotarianos – foi criada e começou a fazer pesquisas com associados para elaborar as recomendações normativas para a transição. “Estamos ouvindo rotaractianos de todo o mundo”, informa David Stovall, tesoureiro do Rotary International e presidente da força-tarefa. Por recomendação da força-tarefa, em outubro o Conselho Diretor do Rotary International aprovou várias mudanças no Rotaract, tendo sido a mais notável a remoção do limite máximo de idade. A partir de 1o de julho, os rotaractianos não terão mais de deixar o clube quando fizerem 31 anos. Porém, os clubes ainda poderão estabelecer seu próprio limite de idade, se assim o desejarem. Elyse Lin, do Rotaract Club de Taipei Tin Harbour, em Taiwan, e que também faz parte da força-tarefa, diz que o limite de idade era um obstáculo para os rotaractianos que queriam continuar envolvidos com o Rotary, mas não se sentiam preparados para um clube tradicional ou consideravam fora de seu alcance os custos de associação. “Depois que esses rotaractianos saem, é muito difícil trazê-los de volta à Família do Rotary”, ela observa. Embora alguns ex-rotaractianos continuem participando de eventos do Rotaract, a jovem diz que, muitas vezes, eles não se sentem mais como uma verdadeira parte da organização. Com a mudança nas regras, ela acredita que alguns deles voltarão ao Rotaract. Outras mudanças: os novos Rotaract Clubs não precisarão mais ser patrocinados por um Rotary Club; eles poderão se autopatrocinar ou escolher um Rotaract Club como patrocinador. E rotaractianos agora serão elegíveis – e incentivados – a servir ao lado de rotarianos em comissões distritais e do Rotary International. “Elevar o Rotaract é realmente um chamado a uma parceria mais estreita entre o Rotary e o Rotaract”, explica Clement Chinaza Owuamalam, do Rotaract Club de Apo, Nigéria, e também integrante da força-tarefa. Os Rotaract Clubs também receberão mais suporte do Rotary International, incluindo acesso às ferramentas administrativas do Meu Rotary e a opção de fazer assinatura da edição digital da revista The Rotarian (N. da R. A Rotary Brasil oferece assinatura de sua edição digital aos rotaractianos brasileiros). À medida que a transição de programa do Rotary para tipo de associação avança, o Conselho de Curadores da Fundação Rotária também planeja discutir se Rotaract Clubs devem ser elegíveis para solicitar subsídios da Fundação. Algo que os rotaractianos buscam, segundo Ronald S. Kawaddwa, são mais oportunidades de desenvolvimento profissional. Para atender a essa demanda, um programa de treinamento em liderança que o Rotary está lançando com o Toastmasters International também estará disponível para rotaractianos. “Aos 30 anos, você está iniciando sua carreira profissional”, analisa Kawaddwa, que faz parte da força-tarefa. “Se o Rotaract oferece um pacote melhor em termos de desenvolvimento profissional, isso agrega valor.” Em 2022, cotas per capita anuais nos valores de cinco dólares por associado para clubes baseados em universidades e oito dólares para aqueles baseados na comunidade entrarão em vigor para cobrir o custo de suporte adicional aos Rotaract Clubs. De modo a ajudar os rotaractianos a arcarem com as cotas, o Rotary International trabalhará para criar e promover fontes alternativas de financiamento, inclusive com campanhas de arrecadação de fundos. Kawaddwa diz que mudar a percepção que o público tem do Rotary é particularmente importante para atrair os jovens em sua região. “No continente africano, a maior parte da população tem menos de 30 anos. Se o Rotary permanecesse como estava, logo se tornaria irrelevante aqui.” Para Kawaddwa, deixar que os associados ao Rotaract permaneçam em seus clubes por mais tempo dá a eles oportunidade de conhecerem melhor o Rotary.“Esperamos que essas mudanças resultem em rotarianos mais fortes, em associados que serviram por mais tempo e acumularam mais experiência e orientação enquanto estiveram no Rotaract.” Perguntas Frequentes Como foram decididas as mudanças no Rotaract? Membros do Conselho Diretor do Rotary International, curadores da Fundação Rotária e comissões do Rotary vêm debatendo há anos, com rotarianos e rotaractianos de todo o mundo, como reconhecer os clubes de Rotaract como parceiros dos Rotary Clubs no servir. Os rotaractianos compartilharam suas ideias com o Conselho Diretor do Rotary International por meio da Comissão Rotaract, do Encontro Rotaract Pré-Convenção e por pesquisas online e grupos focais. De maneira majoritária, os rotaractianos expressaram que queriam mais flexibilidade, mais produtos e serviços e mais reconhecimento do Rotary pelo trabalho que realizam. Depois que o Conselho de Legislação de 2019 aprovou o reconhecimento dos Rotaract Clubs como um tipo de associação, o presidente 2019-20 do Rotary International, Mark Daniel Maloney, criou a Força-Tarefa para Elevar o Rotaract, encarregada de discutir como atualizar as políticas do Rotaract e criar uma experiência inclusiva, inovadora e flexível. Isso significa que os rotaractianos se tornarão rotarianos automaticamente? Não. Os associados aos Rotary Clubs são rotarianos e os associados aos Rotaract Clubs continuam sendo rotaractianos. Esta emenda não altera a identidade nem a individualidade dos rotaractianos. Os Rotaract Clubs terão de pagar cotas per capita para o Rotary International? O Conselho Diretor estabeleceu que os Rotaract Clubs deverão começar a pagar taxas per capita em 2022 e está estudando maneiras de compensar o custo aos associados por meio de captação de recursos e acordos com Rotary Clubs patrocinadores. O custo anual será de cinco dólares por associado para Rotaract Clubs baseados em universidades e de oito dólares por associado para aqueles baseados na comunidade. Os rotaractianos poderão ter acesso a verbas da Fundação Rotária para seus projetos? Por enquanto, apenas Rotary Clubs podem solicitar Subsídios Globais e Distritais à Fundação Rotária. Como a elegibilidade a Subsídios Globais é determinada pelos curadores, eles teriam de analisar cuidadosamente qualquer proposta para permitir o acesso a tais fundos por Rotaract Clubs. Os curadores incentivam os Rotaract Clubs a trabalharem com Rotary Clubs em projetos de Subsídios Globais. Eles também podem receber fundos de Subsídios Distritais por meio de um Rotary Club. E, como sempre ocorreu, os rotaractianos podem se candidatar a bolsas de estudo e a Bolsas Rotary pela Paz por meio da Fundação Rotária. Por que a idade máxima para ser associado a um Rotaract Club foi eliminada? Os Rotaract Clubs continuarão sendo destinados a jovens profissionais, mas a Força-Tarefa para Elevar o Rotaract e o Conselho Diretor entenderam que é importante oferecer aos rotaractianos a flexibilidade de decidirem por conta própria o momento em que eles se sentem prontos para deixar o Rotaract. A maioria dos ro- taractianos participantes da pesquisa acredita que a eliminação do limite de idade melhoraria ou não interferiria em sua experiência no clube e disse que ainda se interessaria em ingressar em um Rotary Club no futuro. Além disso, cada Rotaract Club poderá estabelecer seu próprio limite de idade. Os rotaractianos ainda serão incentivados a se tornar rotarianos? Sim! Os rotaractianos continuarão sendo incentivados a ingressar a qualquer momento em Rotary Clubs que ofereçam a experiência que eles buscam. E os Rotary Clubs, por sua vez, devem continuar trabalhando com rotaractianos em reuniões, eventos e projetos. Desde 2016, os rotaractianos podem se associar a um Rotary Club enquanto ainda estão no Rotaract. Essa opção de associação dupla continuará existindo. Os rotaractianos também poderão fundar seus próprios Rotary Clubs. Os rotaractianos poderão servir ou prestar consultoria ao Conselho Diretor e ao Conselho de Curadores? O Conselho Diretor e o Conselho de Curadores valorizam a contribuição dos rotaractianos e recomendaram que o presidente do Rotary International nomeie rotaractianos para as comissões. Eles continuarão discutindo maneiras de incluir os rotaractianos no futuro. Os Rotaract Clubs serão contabilizados no número total do quadro associativo do Rotary? Não. Os clubes de Rotaract não serão contados no número total de clubes de um distrito, e rotarianos e rotaractianos continuarão sendo contabilizados separadamente. Onde as normas revisadas sobre o Rotaract podem ser encontradas? A partir de 1o de julho de 2020, o Código Normativo do Rotary mostrará a revisão do capítulo II (“Clubes”), principalmente em relação ao artigo 12 (“Rotaract Clubs”). As normas relativas ao Rotaract que estão agora no capítulo V (“Programas”), no artigo 41.040, serão removidas. Para saber mais, envie mensagem para [email protected] Fonte: Vanessa Glavinskas, editora da The Rotarian, para a Revista Rotary Brasil.

Postado em 14 de Julho de 2020 por Rotary Club de Ribeirão Preto-Oeste

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